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Carlos Cruz anuncia projeto para formar 20 mil jovens no jiu-jitsu e ampliar ações de proteção às mulheres

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O esporte pode ser uma ferramenta de transformação social. Com essa convicção, o empresário e líder social Carlos Cruz anunciou a ampliação das ações do Instituto Mais Futuro, organização que pretende formar mais de 20 mil jovens por meio do jiu-jitsu e desenvolver iniciativas voltadas à proteção de mulheres em situação de vulnerabilidade.

O projeto terá como foco comunidades da região do Sacomã, incluindo a Favela do Savério, Heliópolis e outras áreas da zona sul da capital paulista. A iniciativa também prevê ações na Zona Norte, com destaque para a região do Jardim Peri.

A proposta busca utilizar o esporte como instrumento de inclusão social, disciplina e construção de oportunidades. Mais do que formar atletas, o objetivo é criar caminhos para que crianças, adolescentes e jovens encontrem novas perspectivas de vida por meio da prática esportiva.

Praticante de jiu-jitsu desde os 16 anos, Carlos acredita que o tatame ensina muito mais do que técnicas de luta. Para ele, a modalidade desenvolve respeito, autocontrole, responsabilidade e resiliência, valores que podem fazer diferença na vida de jovens expostos diariamente à violência e à falta de oportunidades.

O jiu-jitsu como ferramenta de transformação

A meta do Instituto Mais Futuro é implantar e ampliar núcleos esportivos gratuitos capazes de atender milhares de crianças e adolescentes.

Além do treinamento esportivo, os participantes terão acesso a atividades de desenvolvimento pessoal, orientação e ações voltadas à cidadania. A intenção é oferecer um ambiente seguro e estruturado para jovens que muitas vezes convivem com situações de vulnerabilidade social.

 

Na foto, da esquerda para direita, o lutador Daniel Rott e Carlos Cruz, em sua graduação de faixa preta – Créditos: Acervo Pessoal

Segundo Carlos Cruz, o esporte tem capacidade de mudar trajetórias.

O jiu-jitsu me ensinou disciplina, respeito e superação. Hoje queremos levar esses mesmos valores para milhares de jovens que precisam de uma oportunidade para acreditar em um futuro diferente.

A expectativa é que os projetos sejam desenvolvidos em parceria com lideranças comunitárias, organizações sociais e profissionais da área esportiva.

Mulheres e prevenção à violência

Outra frente importante anunciada pelo Instituto Mais Futuro será voltada às mulheres.

A proposta prevê aulas de defesa pessoal baseadas no jiu-jitsu, além de ações educativas sobre prevenção à violência doméstica e ao feminicídio.

O projeto pretende atuar principalmente em comunidades onde muitas mulheres convivem diariamente com situações de vulnerabilidade, dependência emocional ou violência dentro do próprio ambiente familiar.

A iniciativa parte da ideia de que conhecimento, preparo e confiança também são ferramentas de proteção.

Segundo Carlos Cruz, o objetivo não é estimular confrontos, mas oferecer condições para que mulheres se sintam mais seguras e preparadas.

Uma mulher treinada desenvolve percepção, confiança e capacidade de reação. Em muitos casos, isso pode ser decisivo para evitar situações de violência ou buscar ajuda no momento certo.

A expectativa é que as ações sejam integradas a campanhas de conscientização e orientação sobre direitos, proteção e acolhimento.

Comunidades no centro das ações

O projeto prioriza regiões que historicamente enfrentam desafios ligados à vulnerabilidade social.

Na zona sul, as ações deverão alcançar áreas como Heliópolis e a Favela do Saveiro. Na Zona Norte, o foco inicial será o Jardim Peri.

A proposta é construir uma rede permanente de atendimento, utilizando o esporte como porta de entrada para outras iniciativas sociais voltadas à educação, cidadania e desenvolvimento humano.

Para Carlos Cruz, a transformação das comunidades passa pela criação de oportunidades reais.

Se conseguirmos tirar um jovem da violência, ajudar uma mulher a se sentir mais segura e mostrar que existe um caminho possível através do esporte, já estaremos cumprindo nossa missão.”

Quem é Carlos Cruz

Carlos Cruz, 45 anos, é empresário, líder social e presidente do Instituto Mais Futuro.

Adotado aos três anos de idade, construiu sua trajetória conciliando empreendedorismo, ações sociais e incentivo ao esporte. Praticante de jiu-jitsu desde a adolescência, defende a modalidade como ferramenta de inclusão, disciplina e transformação social.

Há mais de duas décadas atua em projetos voltados à cidadania, ao desenvolvimento humano e ao apoio de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Ao longo da carreira, recebeu reconhecimentos nacionais e internacionais, entre eles o Prêmio Martin Luther King, concedido pela Jethro Internacional, além de homenagens da Associação Brasileira das Forças Internacionais de Paz (ABFIP) por ações solidárias realizadas durante a pandemia.

Também recebeu o título de Doutor Honoris Causa em Direito, concedido pela Universidade UNISCECAP, em reconhecimento às contribuições prestadas à sociedade.

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