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Empresários lançam movimento para defender setor alimentício após tarifaço dos EUA

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O aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, como café, carne e pescados, acendeu o alerta no setor alimentício nacional. A medida ameaça exportações, pressiona preços e coloca em risco milhares de empregos.

Para enfrentar a crise, empresários e entidades ligadas à produção e distribuição de alimentos lançaram o movimento “Nós Queremos”, uma frente nacional que pretende estimular o consumo interno e valorizar a produção brasileira.

Reação coordenada

Entre os articuladores estão o Instituto da Pesca, a CEAGESP, a CEASA, redes como o Carrefour e plataformas especializadas como a Seafood Brasil. A proposta é reunir atacadistas, restaurantes, bares e supermercados em torno de uma estratégia comum.

A ideia é simples: ampliar o consumo interno para reduzir os impactos da perda de competitividade no mercado externo. Para isso, os organizadores defendem promoções em pontos de venda, inserção de pescados, carnes e café em cardápios e o engajamento de empresas de delivery.

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Cinco frentes de ação

O plano do movimento se apoia em cinco eixos:

  1. 1 – Campanha nacional com o slogan “Prefira o Brasil – Nós Queremos”;
  2. 2 – Articulação institucional em busca de apoio governamental;
  3. 3 – Mobilização de restaurantes, supermercados e padarias;
  4. 4 – Criação de identidade digital, com selo e hashtags para redes sociais;
  5. 5 – Ações educativas para conscientizar consumidores sobre o impacto de suas escolhas.

Mercado em alerta

A iniciativa surge em um momento de incerteza para exportadores. O setor teme que as novas tarifas fragilizem cadeias produtivas inteiras, do campo à mesa, e gerem desemprego em larga escala.

Para os organizadores, a união entre empresários pode transformar a crise em oportunidade. “Cada prato consumido com produto brasileiro significa emprego mantido e renda preservada”, diz um dos líderes do movimento.

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